Osteoporose é uma doença do esqueleto, caracterizada por baixa massa óssea e alteração da sua arquitetura, ou seja, uma perda de quantidade e qualidade do osso, levando ao seu enfraquecimento.
Pode afetar qualquer parte do esqueleto, porém quadril (fêmur), coluna vertebral e punhos são os locais mais afetados. A principal consequência da osteoporose é a fratura óssea (quebrar o osso).
Osteoporose é a principal causa de fratura óssea após os 50 anos.
À esquerda vemos um osso normal, o qual possui pequenos “poros”. À medida que o osso perde sua massa, esses poros aumentam, por isso popularmente falamos que a osteoporose gera um “osso poroso”
Quem é o médico de osteoporose?
Dra Laura Sari é médica reumatologista especialista em osteoporose.
O diagnóstico deve ser realizado idealmente antes de uma fratura, e o objetivo do tratamento é justamente evitar que uma ou mais fraturas ocorram!
Mas doutora, eu já tive uma fratura antes. Será que preciso investigar osteoporose já que eu já quebrei osso? PRECISA, pois a investigação ajudará a identificar mais fraturas (se houver) e prevenir que mais fraturas ocorram.
E lembre-se, fratura pode causar dor, limitações das atividades do dia a dia, imobilidade, deformidades, portanto, não quero que isso aconteça com você!
Dra Laura Sari é médica reumatologista especialista em osteoporose. Realiza atendimentos presenciais em Porto Alegre/RS
Na nossa consulta, revisaremos toda a sua história de saúde, aspectos da menopausa, uso de medicamentos ao longo da vida, se já ocorreram fraturas – tudo com muita calma e atenção!
A osteoporose é uma doença silenciosa e muitas vezes a pessoa não percebe que tem até sofrer uma fratura, levando a dor nas costas, punho ou quadril, sentir que a coluna está mais curvada ou até perceber que perdeu altura.
A fratura da osteoporose é considerada uma fratura por fragilidade, aquela que ocorre espontaneamente ou por um baixo impacto, ou seja, aquele impacto que não quebraria o osso em pessoas sadias (por exemplo: ao cair da própria altura, ao abraçar alguém, ao se apoiar em algum lugar…)
A osteoporose ocorre por alterações genéticas e fatores ambientais. As principais causas da osteoporose são:
Fatores genéticos: história familiar de osteoporose ou de fraturas por fragilidade (pai e mãe principalmente).
Menopausa: É a causa mais comum. Quando a mulher para de menstruar naturalmente ela para de produzir hormônio estrogênio, que é responsável por manter a massa óssea e o fortalecimento dele. Desta forma, a ausência deste hormônio leva a um enfraquecimento e causa osteoporose.
Envelhecimento: O avanço da idade acima dos 60 anos naturalmente já leva a uma redução da massa óssea, gerando osteroporose.
Sedentarismo: o exercício físico estimula a formação e fortalecimento do osso. Portanto, a falta de atividade física e fraqueza muscular pode levar a osteoporose pela falta deste estímulo.
Tabagismo e etilismo: geram osteoporose mais grave e mais fraturas.
Dieta pobre em cálcio: o cálcio é o principal mineral do osso e é encontrado em vários alimentos do nosso dia a dia, como leite de vaca, iogurte e queijo. Pessoas que não ingerem quantidade suficiente de cálcio na dieta podem desenvolver osteoporose.
Medicamentos: alguns medicamentos estão associados a osteoporose especialmente os glicocorticoides e terapias contra câncer de mama ou próstata.
Doenças reumatológicas :
Artrite reumatoide
Lúpus eritematoso sistêmico
Espondiloartrites (espondilite anquilosante, artrite psoriásica, artrite relacionada a Doença de Chron, a Retocolite ulcerativa, a doença celíaca)
Outras doenças:
Diabetes (tipo 1 ou tipo 2)
doença da tireoide (hipertireoidismo)
doença da paratireoide (hiperparatireoidismo)
desnutrição
cirurgia bariátrica
Doença de Chron, retocolite ulcerativa, doença celíaca
mieloma múltiplo, linfomas, epilepsia, esclerose múltipla, entre outras.
Como podemos prevenir a osteoporose? Realizando atividade física regular, evitar o tabagismo e bebidas alcóolicas e incluir na dieta alimentos riscos em cálcio!
Através da densitometria óssea (DXA), um exame mede a massa do osso. Pode avaliar todo o esqueleto (especialmente em crianças) ou locais específicos como fêmur, coluna e antebraço (em adultos).
É um exame muito semelhante ao Raio X, usando mínima radiação no aparelho (não é radiação na veia!). É um exame não invasivo e considerado muito seguro.
Ela compara a sua massa óssea com a massa óssea de pessoas de sua idade e de pessoas mais jovens.
É um exame muito importante pois permite identificar a doença e ajuda a monitorar a resposta ao tratamento.
Além disso, a radiografia de colunas também é um exame que faz parte do diagnóstico, pois pode identificar fraturas por fragilidade, porque a maioria delas ocorre sem o paciente sentir (principalmente em coluna).
Densitometria óssea
Quem deve realizar densitometria óssea ?
Entre outras indicações, estas são as principais:
Mulheres com 65 anos de idade ou mais
Homens com 70 anos de idade ou mais
Mulheres que estão na menopausa
Adultos que já tiveram fraturas por fragilidade
Adultos com doenças que possam causar osteoporose (veja a seção “Quais são as causas de osteoporose?“)
Adultos em uso de glicocorticoides por mais de 3 meses
Prática de atividade física – Exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação, hidroginástica, bicicleta) e exercícios resistidos (academia, pilattes). O corpo em movimento ajuda a fortalecer músculos e ossos!
Fisioterapia motora é importante para melhorar dor, postura, adaptar os movimentos e retomar algumas atividades perdidas em quem já possui danos causados pela osteoporose.
Dieta rica em cálcio (ingesta de leite e derivados) ou suplementação com comprimidos de cálcio e vitamina D
Mas doutora, eu não tomo leite de vaca, só leite de soja… TUDO BEM, desde que o leite vegetal seja enriquecido com cálcio (veja o rótulo da embalagem!!)
Leite, iogurte, queijo, gema de ovo e cereais são alimentos importantíssimos e que ajudam a fortalecer os ossos!
Medicamentos: têm o objetivo de aumentar a densidade e formação óssea e inibir a degradação do osso.
Exemplos de medicamentos são os bifosfonatos (alendronato, acido zoledrônico, risedronato, ibandronato e denosumabe), Raloxifeno e os anabólicos (Teriparatida e Romosozumabe). Na consulta, avaliaremos o melhor medicamento para você.