Artrite reumatoide é um tipo de artrite muito comum no consultório do reumatologista.
Antes de falar sobre a doença em si, vamos conversar um pouco sobre o que é artrite e como diferenciar de artrose, duas condições muito comuns e que confundem muito o paciente.
Sobre o que vamos falar?
- Quem é o médico de artrite reumatoide?
- ARTRITE OU ARTROSE? É TUDO A MESMA COISA?
- AGORA SIM… O QUE É A ARTRITE REUMATOIDE?
- Quais são os principais fatores ambientais que podem desencadear a artrite reumatoide?
- Quais são os sintomas da Artrite Reumatoide?
- A artrite reumatoide só afeta as juntas?
- Quem pode desenvolver artrite reumatoide?
- Como a artrite reumatoide é diagnosticada?
- QUAL A IMPORTÂNCIA DE DIAGNOSTICAR E TRATAR A DOENÇA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL?
- TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE
- O tratamento da artrite reumatóide é só remédio?
- DÚVIDAS MAIS FREQUENTES SOBRE A ARTRITE REUMATOIDE NO MEU CONSULTÓRIO. ALGUMA DELAS PODE SER A SUA!
- 1. Quem tem artrite reumatoide pode fazer exercício físico?
- 2. Qual é o melhor exercício para a artrite reumatoide?
- 3. Quem tem artrite reumatoide precisa tirar o glúten e a lactose da dieta para reduzir a inflamação?
- 4. Quem tem artrite reumatoide terá filhos com artrite reumatoide?
- 5. Minha junta deformada pode voltar ao normal?
- 6. Artrite reumatoide tem cura?
- 7. Posso engravidar tendo artrite reumatoide?
- Conclusão: Seu Bem-Estar é a Prioridade
Quem é o médico de artrite reumatoide?
O médico especialista em artrite reumatoide é o reumatologista. Por se tratar de uma doença autoimune, crônica e sistêmica, a artrite reumatoide exige um profissional treinado para diagnosticar precocemente, manejar medicamentos imunossupressores e biológicos com segurança e acompanhar o paciente a longo prazo — preservando articulações, prevenindo deformidades e protegendo o coração, pulmões e ossos do impacto da inflamação.
Outros profissionais como ortopedista, clínico geral ou fisiatra podem participar do cuidado em momentos específicos (cirurgia ortopédica, reabilitação, manejo de sintomas pontuais), mas o reumatologista é quem conduz o diagnóstico, o tratamento e o seguimento da doença. Diagnosticar artrite reumatoide tarde, ou tratá-la sem expertise, é a principal causa de deformidades irreversíveis e perda de qualidade de vida.
A Dra. Laura Giacomini Sari é médica reumatologista com atendimento presencial em Porto Alegre/RS e teleatendimento em todo o Brasil, com prática dedicada ao diagnóstico e tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriásica, lúpus, espondiloartrites e demais doenças autoimunes.
Sua formação e credenciais:
- CREMERS 47749 | RQE 46601 (Registro de Qualificação de Especialista em Reumatologia)
- Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS)
- Residência em Clínica Médica pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM/RS)
- Residência em Reumatologia pelo Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (Curitiba/PR)
- Título de Especialista em Reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
- Membro da Sociedade Gaúcha de Reumatologia
Com mais de 400 pacientes atendidos em todos os estágios da artrite reumatoide — desde o diagnóstico inicial até casos avançados em uso de terapia biológica — a Dra. Laura combina conhecimento técnico atualizado com uma abordagem individualizada e humanizada. Em cada consulta, há tempo para uma conversa detalhada, exame físico minucioso e construção conjunta do plano terapêutico, seguindo a estratégia internacional Treat to Target (tratar para atingir o alvo de remissão).
Se você foi diagnosticada com artrite reumatoide, tem suspeita da doença ou busca uma segunda opinião sobre o tratamento atual, a avaliação com reumatologista é o caminho mais seguro para controlar a inflamação, evitar deformidades e preservar sua qualidade de vida.


ARTRITE OU ARTROSE? É TUDO A MESMA COISA?
Não!
A artrite significa inflamação da articulação ou junta que se manifesta através de dor, inchaço, restrição de mobilidade (ou seja, restrição da movimentação natural da articulação), calor ou até vermelhidão na articulação envolvida.
Isso ocorre por acúmulo de células inflamatórias dentro da junta causado por algum estímulo, como infecções, corpo estranho, desregulação da imunidade (doença autoimune), entre outros.
Artrite pode se instalar em qualquer articulação do corpo, e entender quais articulações envolvidas ajuda muito o reumatologista pensar em doenças específicas.

Esta inflamação pode ocorrer por várias causas, entre elas:
- Infecções por bactérias ( artrite séptica, artrite reativa, tuberculose)
- Infecções por vírus ( artrites virais, dengue, chikungunya, zika)
- Acúmulo de cristais dentro das articulações, como na Gota ou doença por cristais de pirofosfato de cálcio (CPPD).
- Doenças autoimunes, como na artrite reumatoide, espondiloartrites, artrite psoriásica, lúpus eritematoso sistêmico, doença de Sjogren, esclerose sistêmica, dermatomiosite, entre outras.
Dentre as doenças autoimunes, a artrite reumatoide é a mais comum no consultório do reumatologista.
Ou seja, a palavra “artrite” é usada para descrever os sintomas de inflamação ou para definir a doença que está causando essa inflamação.
Isso é diferente da ARTROSE (também chamada de osteoartrite), que é uma doença degenerativa, ou seja, causada por desidratação e desgaste da cartilagem articular.

Hoje em dia, sabemos que a artrose também pode causar sintomas de artrite, como dor, inchaço e restrição do movimento.
Qual a importância de saber diferenciar a artrite da artrose?
Essa diferenciação é crucial pois são doenças distintas, possuem tratamentos e consequências diferentes se não tratadas adequadamente.
AGORA SIM… O QUE É A ARTRITE REUMATOIDE?
A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória sistemica crônica e autoimune que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Vamos entender essas palavras difíceis?
- é inflamatória porque ocorre inflamação dentro da articulação gerando artrite
- é crônica porque os sintomas persistem por mais de 6 semanas
- é sistêmica porque envolve inflamação do corpo inteiro, podendo afetar outros órgãos como pele, olhos, pulmões, coração…
- é autoimune porque o sistema imune reconhece a junta como um problema. Vou explicar com mais detalhes a seguir!
Artrite reumatoide é uma doença autoimune. Mas o que isso realmente significa?
Em termos simples, o seu próprio sistema imunológico (ou seja, o exército de células de defesa do corpo) que deveria proteger seu corpo contra bactérias, vírus ou corpo estranho, começa a atacar os próprios tecidos saudáveis, gerando inflamação.
Na artrite reumatoide, o principal tecido interpretado como o “vilão” é o revestimento interno da articulação, chamada de sinóvia.
Esse ataque é persistente, gerando inflamação dentro das articulações, levando a artrite (dor, inchaço e restrição do movimento).

Mas por que ocorre essa inflamação?
Até o momento, não sabemos exatamente a causa que gera toda essa desregulação do sistema imune, mas sabemos que existem fatores genéticos (ou seja, componentes do nosso DNA) e ambientais que são gatilhos para que todo esse processo ocorra.
Quais são os principais fatores ambientais que podem desencadear a artrite reumatoide?
Para pacientes que possuem predisposição genética, estes gatilhos ambientais podem “ativar” o início da artrite reumatoide:
- Consumo de cigarro/tabaco
- Infecções virais
- Inflamação/infecção na gengiva por certas bactérias (Porphyromonas gingivalis)

Quais são os sintomas da Artrite Reumatoide?
A artrite reumatoide muitas vezes se desenvolve de forma lenta e silenciosa, o que pode dificultar sua identificação nos estágios iniciais.
No entanto, o corpo envia sinais de alerta que, quando reconhecidos a tempo, são fundamentais para um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz.
Ficar atento a esses sintomas é o primeiro passo para buscar ajuda especializada.
Os sinais iniciais podem ser sutis e variar de pessoa para pessoa, mas alguns padrões são mais comuns. Veja os principais sintomas que podem indicar o começo da artrite reumatoide:
- Dor articular: ocorre principalmente em pequenas articulações, como nas juntas das mãos, punhos, pés, tornozelos, de forma simétrica, ou seja, nos dois lados do corpo. Pode afetar também médias articulações como joelhos, ombros e coluna cervical. A dor é pior pela manhã após acordar ou após um período de inatividade, melhorando ao longo do dia ou com o exercício.
- Rigidez matinal: é um sintoma muito característico. O paciente acorda com a sensação de “junta travada” ou “enferrujada”, durando cerca de 30-60 minutos. Em muitos casos, a rigidez pode durar a manhã toda. Ao longo do movimento esse travamento melhora progressivamente.
- Edema articular: inchaço ou aumento de volume da articulação por aumento de líquido inflamatório dentro da articulação.
- Fadiga intensa e mal estar: Muito antes dos sintomas articulares se tornarem óbvios, a pessoa pode sentir um cansaço extremo e inexplicável, fraqueza e uma sensação geral de mal-estar, semelhante a um estado gripal. Às vezes, uma febre baixa também pode estar presente.
A artrite reumatoide só afeta as juntas?
Não. Lembra que esta é uma doença sistêmica? Apesar de ela ter um preferência pelas juntas, ela também pode afetar órgãos internos como:
- pele
- vasos sanguíneos
- olhos
- pulmões
- coração
- sistema nervoso
Quando estes órgãos são acometidos, a doença é mais grave, com maior progressão e pior evolução.
Quem pode desenvolver artrite reumatoide?
No mundo e no Brasil entre 0,5 a 1% da população é acometida por essa condição, ou seja, é considerada uma doença comum.
Ela pode afetar qualquer pessoa com predisposição genética, desde crianças até idosos.
A doença é mais comum em mulheres (2x mais que homens), com idade entre 30-40 anos.
Hoje em dia com o envelhecimento da população, está ocorrendo aumento da incidência em idosos. Nesta população, os sintomas são diferentes: a artrite pode acometer ombros e quadris (bacia), com rigidez matinal importante, cansaço e falta de apetite.
Como a artrite reumatoide é diagnosticada?
Como todas as doenças reumatológicas, o diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico e exames de sangue e de imagem.
- A história clínica é através de uma conversa detalhada sobre os sintomas, impactos no dia a dia, assim como conversamos na seção “Quais os sintomas da Artrite reumatoide”
- O exame físico é realizado logo em seguida da história clínica, onde examino todas as juntas de forma muito cuidadosa e detalhista em busca de inchaço, dor, deformidades articulares, além da avaliação do pulmão, coração, olhos e pele

- Os exames de sangue mais importantes são:
- fator reumatoide (FR)
- anticorpo peptídeo citrulinado (anti CCP)
- VHS e PCR
- Outros exames como hemograma, função do fígado e dos rins
Nem sempre todos os exames estarão alterados, por isso que o conjunto dos dados é mais importante do que um exame isolado!
- Os exames de imagem entram em jogo para avaliar a extensão e a gravidade da doença. Os principais são radiografias, ultrassonografia doppler para avaliar inflamação ativa, e em casos selecionados ressonância magnética e tomografia.
QUAL A IMPORTÂNCIA DE DIAGNOSTICAR E TRATAR A DOENÇA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL?
Para evitar potenciais complicações da inflamação persistente como:
- deformidades articulares: uma inflamação persistente dentro da junta leva a “corrosão” dos ossos e da cartilagem da articulação, gerando mãos “deformadas” e artrose grave.
Essas deformidades prejudicam a movimentação natural da junta, dificultando muitas vezes de você realizar atividades básicas do dia a dia como segurar objetos, lavar louça, cortar alimentos

- dor crônica: Uma dor persistente por mais de 3 meses é chamada de “dor crônica”. A artrite reumatoide não tratada gera dor crônica, prejudicando sua qualidade de vida, sono, humor, relação com as pessoas ao redor, autoestima.
- Desenvolvimento de osteoporose: o uso persistente de corticoide e a inflamação persistente da artrite reumatoide bagunça todo o metabolismo do osso, gerando enfraquecimento de todo o esqueleto do corpo, levando a risco de fraturas ósseas.
- Aumento do risco cardiovascular: é o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e tromboses. A artrite reumatoide não tratada acelera o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos e a consequência pode ser desastrosa!
TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE
Felizmente, a medicina avançou muito no tratamento da artrite reumatoide.
Hoje, o objetivo não é apenas aliviar a dor, mas sim alcançar a remissão, um estado em que a atividade da doença é controlada a ponto de se tornar mínima ou inexistente. Isso impede a progressão dos danos articulares e permite que o paciente tenha uma vida normal e ativa.
O tratamento é sempre individualizado e definido pelo reumatologista, seguindo uma estratégia conhecida como “Treat to Target” (Tratar para Atingir o Alvo).
A abordagem geralmente começa com medicamentos mais estabelecidos e, se necessário, avança para terapias mais modernas e específicas.
Os principais passos do tratamento são:
1. Medicamentos Sintomáticos (Alívio Rápido)
- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): são usados para reduzir a dor e a inflamação de forma rápida. Eles são importantes para o alívio dos sintomas, mas não impedem a progressão da doença.
- Corticoides: são potentes anti-inflamatórios que proporcionam alívio rápido e eficaz, especialmente durante as crises. São geralmente usados em doses baixas e por períodos curtos para controlar a inflamação enquanto os medicamentos de ação mais lenta começam a fazer efeito.
2. Medicamentos Modificadores do Curso da Doença (MMCDs) Convencionais
- Esta é a base do tratamento da artrite reumatoide. Esses medicamentos agem de forma mais lenta (demoram cerca de 3 meses para começar a fazer o efeito desejado) mas são essenciais para controlar o sistema imunológico e frear a progressão da doença.

3. Medicamentos Biológicos (Terapia Biológica)
- Quando os MMCDs convencionais não são suficientes para controlar a doença, a terapia biológica representa um avanço revolucionário. Esses medicamentos são projetados com alta tecnologia para atingir alvos específicos no sistema imunológico que causam a inflamação.
4. Medicamentos modificadores do curso da doença (MMCDs) sintéticos Alvo-Específicos
- Esta é a classe mais recente de medicamentos. São moléculas pequenas, administradas por via oral (comprimidos), que agem dentro das células de defesa para inibir vias específicas da inflamação, conhecidas como JAKs (Janus Quinases). Representam uma alternativa eficaz aos biológicos.
A jornada do tratamento é uma parceria contínua com seu reumatologista. Através de um acompanhamento regular, é possível ajustar a terapia conforme necessário, garantindo a melhor estratégia para controlar sua artrite reumatoide e preservar sua qualidade de vida.
O tratamento da artrite reumatóide é só remédio?
Este é o ponto crucial no tratamento! Melhorar seus hábitos é tão importante quanto tomar a medicação corretamente.
1. Parar de fumar:
- É praticamente obrigatório para quem tem artrite reumatoide. Os estudos mostram que quem fuma pode ter uma doença mais grave e o tratamento é menos eficaz.

2. Reduzir o consumo de bebidas alcóolicas:
- excesso de bebidas alcóolicas prejudicam o funcionamento do fígado, o qual é importante para o metabolismo dos medicamentos usados no tratamento.
3. Dieta saudável:
- Embora não exista uma “dieta milagrosa” que evite a progressão da artrite reumatoide, certos padrões alimentares podem ajudar a modular a inflamação no corpo.
A “dieta do Mediterrâneo” é uma dieta equilibrada que mostra benefícios já comprovados pela ciência:

- Gorduras Saudáveis: Peixes ricos em ômega-3 (como salmão, sardinha e atum), azeite de oliva extravirgem, abacate e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas). O ômega-3 tem um conhecido potencial anti-inflamatório.
- Frutas e Vegetais Coloridos: Ricos em antioxidantes, que combatem o estresse oxidativo associado à inflamação. Priorize frutas vermelhas, folhas verde-escuras (espinafre, couve), brócolis e cenoura.
- Grãos Integrais: Arroz integral, aveia e quinoa são fontes de fibras que ajudam a manter um peso saudável, reduzindo a sobrecarga nas articulações.
O que evitar ou reduzir? Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras saturadas e trans (como frituras, fast-food e doces industrializados) podem potencializar a inflamação e devem ser consumidos com moderação.
4. Exercício físico:
Este é um pilar fundamental para o controle da doença.
- Exercício aeróbico: aquele exercício que faz o coração bater mais forte e suar o rosto, como caminhada, bicicleta, natação, corrida…
- Exercícios resistidos (fortalecimento): aumenta o fortalecimento dos músculos. Os músculos protegem as juntas e fortalecem os ossos. São eles: academia, fisioterapia, funcional, pilattes …

- Exercícios de relaxamento: ótimos exercícios para acalmar a mente, relaxar a musculatura, melhorar a postura, o equilíbrio e a flexibilidade. São eles: alongamentos, yoga, meditação.
5. Controle da obesidade:
- Reduzir peso é fundamental para o controle de doenças inflamatórias como um todo. A obesidade é considerada uma doença crônica e os estudos clínicos atuais tem mostrando que a obesidade tem um papel muito importante na persistência da inflamação sistêmica.

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES SOBRE A ARTRITE REUMATOIDE NO MEU CONSULTÓRIO. ALGUMA DELAS PODE SER A SUA!
1. Quem tem artrite reumatoide pode fazer exercício físico?
Pode e deve!
O mito de que pessoas com artrite devem evitar exercícios já foi derrubado.
O exercício físico faz parte do tratamento, pois ele promove melhora da dor, da mobilidade e do condicionamento físico.
2. Qual é o melhor exercício para a artrite reumatoide?
A combinação de exercício aeróbico e de fortalecimento muscular é o ideal.
- exercício aeróbico: caminhadas, bicicleta, corrida, natação, etc
- exercícios de fortalecimento muscular: academia, funcional, pilates, fisioterapia
- O exercício deve ser planejado junto com o reumatologista, fisioterapeuta e educador físico
- Recomenda-se evitar exercícios de impacto quando a doença estiver em atividade
3. Quem tem artrite reumatoide precisa tirar o glúten e a lactose da dieta para reduzir a inflamação?
NÃO.
De forma geral, é recomendável uma dieta equilibrada e também rica em cálcio (ex: leite e derivados)
É importante levar em conta que se você possui alguma intolerância alimentar ao glúten e lactose, nestes casos, é recomendável excluir estes alimentos da dieta.
Se houver suspeita de intolerância ao glúten e lactose, o reumatologista deve investigar para planejar a dieta com o paciente.
4. Quem tem artrite reumatoide terá filhos com artrite reumatoide?
Não necessariamente. Sabemos que a artrite reumatoide é mais comum entre pessoas que possuem parentes que também possuem artrite reumatoide.
Portanto, os filhos de quem tem artrite reumatoide possuem um risco maior de desenvolver a doença em relação a população geral, no entanto, isso não significa que eles obrigatoriamente vão ter a artrite reumatoide.
5. Minha junta deformada pode voltar ao normal?
Infelizmente não. A deformidade é irreversível, porém o tratamento correto evita a piora desta deformidade já existente e evita novas. Isso é importantíssimo que você saiba.
6. Artrite reumatoide tem cura?
A artrite reumatoide não tem cura, mas com o tratamento adequado é possível chegar a remissão.
Remissão é uma fase em que a artrite reumatoide deixa de estar ativa, com desaparecimento da dor e do inchaço das juntas e com a normalização dos exames de laboratório, como se a pessoa estivesse “curada”.
Quando chegar nesta fase é importante não suspender os medicamentos por conta própria!
7. Posso engravidar tendo artrite reumatoide?
Pode, mas assim como para outras doenças crônicas, a gestação deve ser programada.
- o ideal é que a doença esteja em remissão por pelo menos 6-12 meses antes de engravidar.
- Existem medicações da artrite reumatoide que não podem ser usadas durante a gestação pois podem gerar risco ao bebê. Desta forma, antes de programar a gestação, converse com seu reumatologista para que estas medicações sejam substituídas por medicações seguras.
VOCÊ TEM MAIS ALGUMA DÚVIDA? DEIXE UM COMENTÁRIO ABAIXO!!

Conclusão: Seu Bem-Estar é a Prioridade
Entender a artrite reumatoide é o primeiro passo para retomar o controle da sua saúde.
Como vimos, embora seja uma condição crônica, hoje é totalmente possível controlar a inflamação, prevenir danos e manter uma excelente qualidade de vida.
A informação correta combate o medo e a desinformação, e o acompanhamento médico especializado é o seu maior aliado nessa jornada.
Se você se identificou com os sintomas descritos ou busca uma segunda opinião para o seu tratamento, não adie o cuidado que você merece. Um diagnóstico precoce e um plano terapêutico individualizado fazem toda a diferença.
Cuidar de você é a minha prioridade.
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